Olá, sou o Paulo

Professor, um pouco dev, um pouco empreendedor. Escrevo sobre tech, agentes, IA e cultura.

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E o CEO do GitHub, que saiu e fundou a próxima "plataforma de devs", onde usa o estilo do github porém focado na colaboração humano-agente para guardar também as intenções e outros mecanismos na era pós agentica. Chama-se Entire. E já tem aqueles bulhões de dólares investidos. Vamos ver. https://t.co/f2eos8NPrs

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Vibe coders têm anunciado a morte do SaaS. Você pode ver as recentes notícias sobre o caos na bolsa americana, onde as empresas de software como serviço perderam mais de 300 bilhões de dólares de valor em poucos dias. Empresas como 𝗦𝗮𝗹𝗲𝘀𝗙𝗼𝗿𝗰𝗲, 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶𝗰𝗲𝗡𝗼𝘄 e 𝗠𝗶𝗰𝗿𝗼𝘀𝗼𝗳𝘁 estão vendo as apostas sendo transferidas para as já conhecidas fornecedoras de Inteligência Artificial, além de empresas correlatas (como as de data centers e até mesmo ar condicionado!). Está todo mundo falando sobre IA matar o SaaS. O que é esse medo? É a sensação de que as empresas vão passar a usar mais IA para construir, ou até reconstruir, seus sistemas mais utilizados. A ideia de que seu comunicador (𝗦𝗹𝗮𝗰𝗸, etc), seu ERP (𝗦𝗔𝗣, e outros) e seu CRM (𝗦𝗮𝗹𝗲𝘀𝗙𝗼𝗿𝗰𝗲, etc) serão, de alguma forma, escritos com IA via técnicas de vibe coding, ou talvez via 𝗟𝗼𝘃𝗮𝗯𝗹𝗲 e afins. Ou mesmo apenas com a ideia de que no futuro outra técnica possibilite isso. Será? Produzindo muito código durante as duas últimas semanas, inclusive mergeando pequenos pull requests nos sistemas da Alura, da StartSe e outros, começo a perceber bastante o que estão afirmando: temos algo como o problema 70/30 citado por Osmani, dizendo que a IA faz 70%, mas os 30% finais exigem expertise e são bem difíceis. Apesar de estarmos vendo um aumento mais que significativo de apps sendo deploiadas na loja da Apple, a maioria são pequenos brinquedos ou sisteminhas de uso próprio. O meu próprio exemplo: estou codificando projetos para lidar com as redes sociais, genealogia, investimentos, meus blogs, entre outros. O que há de comum entre eles? Contexto 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘦𝘴𝘱𝘦𝘤í𝘧𝘪𝘤𝘰, dificílimo de serem reutilizados por outras pessoas ou mesmo diferentes times. Às vezes me parece que estou na verdade criando 𝘏𝘦𝘭𝘭𝘰𝘞𝘰𝘳𝘭𝘥𝘴 vitaminados, utilizando o computador como um todo, em vez de apenas uma linguagem de programação com escopo fechado. E não é porque a qualidade do código é baixa ou que seja difícil de aprender. É porque a intenção é diferente: estamos muitas vezes pensando em problemas imediatos, e não em criar software de prateleira. O que é bom! Mas é diferente do que fazíamos. Eu considero essas iniciativas como 𝘀𝗼𝗳𝘁𝘄𝗮𝗿𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗮𝗿𝘁á𝘃𝗲𝗹. Não sei qual nome vai pegar: 𝘥𝘪𝘴𝘱𝘰𝘴𝘢𝘣𝘭𝘦 𝘴𝘰𝘧𝘵𝘸𝘢𝘳𝘦, 𝘦𝘱𝘩𝘦𝘮𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘢𝘱𝘱𝘴, 𝘴𝘪𝘯𝘨𝘭𝘦-𝘱𝘶𝘳𝘱𝘰𝘴𝘦 𝘢𝘱𝘱𝘴? Mas algo está mudando. O próprio Karpathy, que cunhou o termo 𝘷𝘪𝘣𝘦 𝘤𝘰𝘥𝘪𝘯𝘨, escreveu no review sobre 2025 que já criou apps inteiras descartáveis só para encontrar um único bug, porque "code is suddenly 𝗳𝗿𝗲𝗲, 𝗲𝗽𝗵𝗲𝗺𝗲𝗿𝗮𝗹, 𝗺𝗮𝗹𝗹𝗲𝗮𝗯𝗹𝗲, 𝗱𝗶𝘀𝗰𝗮𝗿𝗱𝗮𝗯𝗹𝗲 𝗮𝗳𝘁𝗲𝗿 𝘀𝗶𝗻𝗴𝗹𝗲 𝘂𝘀𝗲". Quando 𝗥𝘂𝗯𝘆 𝗼𝗻 𝗥𝗮𝗶𝗹𝘀 saiu, todo mundo acreditava que o scaffolding e outras abordagens iriam dominar todas as outras aplicações e engolir sistemas novos. Todo mundo correu. Lembra da adoção pelo 𝗧𝘄𝗶𝘁𝘁𝗲𝗿 e a migração para 𝗦𝗰𝗮𝗹𝗮/𝗝𝗩𝗠 depois? Claro, Rails mudou muito, mas é um exemplo de que cada tecnologia acaba tendo seu contexto de uso e seu mercado. Tecnologias anteriores ao Rails continuam existindo, mesmo com abordagens consideradas antigas, menos dinâmicas, etc. Assim como Rails não matou Java, vibe coding não vai matar SaaS — mas vai criar uma categoria nova ao lado. Agora os ciclos de adoção são mais violentos: haverá muito espaço para esse 𝘥𝘪𝘴𝘱𝘰𝘴𝘢𝘣𝘭𝘦 𝘴𝘰𝘧𝘵𝘸𝘢𝘳𝘦, mas ele não vai substituir todos os mecanismos de codificação. E há um outro sentimento que @sergio_caelum capturou bem: há uma sensação de smalltalk acontecendo nesses sistemas de vibe coding. Quando estou usando o 𝗖𝗼𝗱𝗲𝘅 ou 𝗖𝗹𝗮𝘂𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗱𝗲, boa parte do tempo eu não sinto que estou 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼, eu estou mais 𝗲𝘅𝗲𝗰𝘂𝘁𝗮𝗻𝗱𝗼 pequenos programas, scripts, mexendo no bash e alimentando dados. Eu estou 𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝘅𝘁𝗼 e mexendo em algum tipo de "base de dados", enquanto mantenho o software vivo e operando. E vira um ciclo muito conectado: dados, código e runtime. Realmente tem essa mistura de ambiente de criação, execução e contexto, que a gente sentiu na universidade quando tivemos a oportunidade de brincar de 𝘚𝘮𝘢𝘭𝘭𝘛𝘢𝘭𝘬. Os ambientes se fundem! No 𝗘𝘅𝗰𝗲𝗹, no 𝗣𝗼𝘄𝗲𝗿𝗕𝗜, esse mecanismo já é conhecido: criamos dashboards, planilhas e automações que são utilizadas por um tempo e depois jogadas fora. E esse tipo de "business intelligence" tem também essa característica de misturar ambientes de execução, com os dados puros de produção (confesse!) e a própria construção do sisteminha. Tudo misturado. Tudo no vibe. E sim, 𝗘𝘅𝗰𝗲𝗹 sempre foi um candidato a comer softwares específicos, mas também o fenômeno reverso acontecia bastante. O momento agora é diferente. Esses sistemas não tão reutilizáveis vão ganhar espaço em empresas que possuem processos e workflows complexos? Ou ficarão mais dentro de pequenos squads e usos mais particulares? Em qualquer um dos casos, o uso será alto. Post completo no reply. E se voce comentar de forma interessante, faço aparecer la no post tambem!

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O Claude Code tem feito o pessoal senior voltar a codar com mais vontade mesmo. De founder a staff. https://t.co/cbXg7oYMHZ

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Com o Clawdbot to conseguindo migrar o Wordpress antigo e abandonado para o Astro, sem nem mesmo fazer dump de banco de dados (vai no crawler e gera md na unha). Misturando com o Claude tambem. Isso tudo está tirando a preguiça de muito dev aposentado!

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Em dois dias migrei o blog antiquissimo que eu tinha de wordpress de quando eu meio que era estudante para o Astro, transcrevi os podcasts monologos que ja fiz e puxei mais algumas coisas para meu dominio https://t.co/TkEVUK7poz. Pedi tambem pro proprio agente também postar por lá alguns dos seus aprendizados. Ele tem um RSS só para ele. E fiz meu primeiro post depois de anos. Agora vou ver como articular um mecanismo de broadcast para redes sociais que tambem receba as mensagens de forma concentrada dentro de um agente, dessa forma quebrando os jardins murados. A ideia seria escrever em um unico lugar e o agente distribui aqui no X e em outros lugares, nos formatos especificos, usando ou nao imagem e videos, decidindo se vai estar em formato longo ou nao, etc. Qualquer reação ou resposta o Pi filtra e decide se deve me trazer ou não, para eu dar um reply em um story, num tweet, numa thread, etc. Voltei a programar. https://t.co/jEAvuVhk2J

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Todo mundo tem sua diva preferida pro claude code. Mas essas cosméticas são demais. FF7 e phantasy star

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Essa "brincadeiras" com Opus 4.6. saem caras. Isso é apenas um dos 5 pequenos projetos, e nem acho que fiz muita coisa. Como pode custar bem mais de 100 dolares em 5 dias (devo ter gastado 10x nisso na soma dos outros) e a assinatura custar 200 dolares por mês? https://t.co/EI0ZnZelms

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De tempo em tempo, volta minha vontade de mapear a genealogia da família, um óbvio privilégio quando se tem tempo. Também é um exercício para entender como tudo está documentado e catalogado no mundo inteiro. Podemos sentir que esse tipo de registro é extremamente recente e as informações estão sempre flutuando de forma caótica e desalinhada. Dados não estruturados, informações conflitantes, palavras lotadas de erros de grafia, inúmeras fontes da verdade. Isso te lembra alguma coisa? É um **prato cheio para as LLMs**. Eu fiz esse processo de pesquisa 10 anos atrás e, com a chegada dos agentes mais versáteis, que controlam seu computador, vi que a ferramenta encaixava bem. Seja o *OpenClaw*, seja o *Cowork*, ou mesmo o *Codex* e o *Claude Code*. Tem sido bastante interessante trabalhar diretamente no Claude Code: ele pega o que eu já fiz da árvore genealógica, que tem até formatos próprios como o *GEDCOM*, e trabalha em cima daquele monte de sites. Não só os gigantes como Ancestry e FamilySearch, mas também sites pequenos de cidades e museus. Para isso o próprio Claude Code faz buscas e requests usando APIs, e às vezes simulando navegação com Playwright e navegadores headless. Em 6 dias, fiz muito mais com ele do que em meses lá atrás. Quando comecei, tinha um GEDCOM exportado do Ancestry com **82 pessoas** e profundidade de bisavós — o mais antigo nascido em 1847. Em cerca de duas semanas de pesquisa com o Claude Code, cruzando a API do FamilySearch, OCR de mais de 300 documentos e entrevistas com 12 parentes, o acervo saltou para **419 pessoas** catalogadas, recuando até 1435 — ancestrais portugueses na linhagem materna paulista. A linha mais bem documentada chega a 10 gerações (nonavós), com registros paroquiais de Queirã e Aboadela em Portugal. **O humano no loop: quando o agente é quem faz as perguntas** É incrível ver como funciona: eu vou populando o agente com os dados que já tinha — certidões, documentos de cartório. Ele busca informações na internet e me traz de volta perguntas. Perguntas que precisam do humano. Eu tenho que confirmar se uma informação está correta. Ou buscar uma certidão em um cartório. Até mesmo fazer uma pergunta para um tio-avô ou para alguém da família que saiba daquilo. E retornar. Isso bate e volta num loop contínuo: de um lado eu, do outro lado um agente que mistura criação de código, execução e base de dados. Tudo no mesmo repositório git — algo considerado uma das piores práticas de engenharia de software, não é mesmo? Mas volto a dizer: esses sisteminhas que criamos, usamos e jogamos fora vão ser cada vez mais comuns. Aliás: eles já eram comuns, agora o ciclo ficará mais curto e intenso. Alguns amigos me pediram ajuda com suas árvores, animados com os resultados. Não funcionaria bem compartilhar meu repositório GitHub, que está amarrado aos meus arquivos e à minha genealogia (inclusive, os YAMLs que uso para representar cada pessoa estão no mesmo repositório de scripts — tudo misturado!). Acredito que, num futuro breve, vamos parar de compartilhar scripts e pequenos programas pessoais, para verdadeiramente trocar arquivos Markdown que delimitam **skills de agentes**. Por isso pedi para o Claude Code gerar, em um one-shot, uma skill compartilhável de genealogia. Publiquei ela aberta — basta entregar o link para seu Claude Code (ou qualquer outro agente, experimente mandar para seu OpenClaw!) e pedir para ele começar a desvendar sua genealogia. Post completo nos comentários

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Fazia tempo que eu não madrugava em cima de tecnologia. E é tão bom ensinar o juninho claude :). Ele faz if/else e pattern match harcoded onde obviamente vai precisar copiar e colar. Ele AMA um copia e cola! Good call. My first approach (regex-parsing MDX bodies + import.meta.glob) was a hack when Astro already provides image() as a schema helper designed exactly for this. Amanhã blog ta no ar com posts antigos do wordpress e transcricoes de newsletters antigos e tambem um pouco do SOUL do Clawdbot.

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